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A visão é o mais importante canal de relacionamento do indivíduo com o mundo exterior. Daí a cegueira sempre ter sido tratada com medo, superstição e ignorância através dos séculos. Na Idade Média, ela chegava a ser considerada um castigo do céu.
Na área da deficiência visual, distinguem-se dois grupos: o dos portadores de cegueira, que não têm nenhuma percepção da luz, e o dos portadores de visão abaixo do normal, que têm a percepção parcial da luz.
Segundo Winebrenner, os sintomas mais comuns da deficiência visual são:
1. Irritação crônica dos olhos, indicada por olhos lacrimejantes e pálpebras avermelhadas, inchadas ou remelosas.
2. Náuseas, dupla visão ou a percepção de névoas durante ou após a leitura.
3. Pestanejo contínuo, sobretudo durante a leitura.
4. Hábito de esfregar os olhos e franzir ou contrair o rosto ao olhar objetos distantes.
5. Inquietação, irritabilidade ou nervosismo excessivo depois de um prolongado e atento trabalho visual.
6.Inclinação da cabeça para um lado durante a leitura.
7. Cautela excessiva no andar, possibilidade rara de correr e facilidade em tropeçar sem razão aparente.
8. Hábito de, durante a leitura, segurar o livro muito perto, muito distante ou em outra posição incomum, ou de fechar ou tapar um olho.
Além das dificuldades de adaptação, os alunos com necessidades especiais na área da visão, às vezes, sofrem a rejeição dos colegas. "Quando eu estava no ensino fundamental, era o único cego da escola. Por isso alguns colegas não queriam fazer trabalhos comigo" - lembra João.
Pode ser que haja portadores de deficiência visual na sua igreja ou na sua escola. Como você pode ajudá-los? Vejamos:
1. Você pode auxiliá-los em suas tarefas escolares, fazendo leituras para eles, por exemplo.
2. Nunca puxe ou empurre um deficiente visual. Em vez disso, você pode oferecer-lhe seu braço, perguntando-lhe, por exemplo, se quer atravessar a rua. E você não precisa ficar dizendo-lhe que vai virar à direita ou à esquerda, que vai descer o meio fio, e assim por diante. Ele perceberá e interpretará todos esses movimentos corporais.
3. Não o deixe falando sozinho. Sempre que você estiver conversando com um deficiente visual, avise-o quando for se afastar dele.
4. Trate o deficiente visual como uma pessoa que não necessita de piedade, mas sim de oportunidades. Cegueira não é o fim do mundo. Sendo assim, procure ver a pessoa cega como alguém útil e capaz.
Além dessas, há outras maneiras de ajudar essas pessoas, que têm limitação no seu relacionamento com o mundo à sua volta. Cabe a nós cooperar para que elas possam desenvolver toda a sua capacidade física e mental, que está muito além da visão.
Débora Suhet Salgado
Formada em Educação Religiosa, Serviço Social e Educação Especial - Brasília - DF |